sábado, 29 de setembro de 2012

Imagine o impossível


Vamos fechar os olhos e imaginar o impossível
Qualquer coisa encantada
Qualquer coisa maluca
Qualquer realidade sonhada
Uma vaca bailarina
Uma bactéria de peruca
Um cachorro falante
Um jacaré skatista na maior adrenalina
Imagina o tamanho das meias de um elefante
Chuva cor de rosa
Monstro amigo
Flor amorosa
Xícara abrigo
Você tocando com as mãos o inatingível...
 
 

 


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Arrepiando os cabelos - Historias de terror e lendas urbanas


A tia de Porcelana - Gabriel Antonio Lima (12 anos)

Em um dia a tia de porcelana estava costurando com a sua boneca de porcelana ao lado.
Ela morreu dois dias depois de infarte, mas antes de morrer ela fez um pacto com o Diabo.
Cheia de ódio no coração ela pediu pra ele que quem possuir a boneca será amaldiçoado e morrerá do jeito que ela morreu.
Sua filha ficou com a boneca e com a máquina de costura. Todo o dia sua filha escuta a máquina de costura mexendo sozinha, e em uma sexta a máquina começou a mexer e a boneca lá com os olhos vermelhos mexendo a cabeça como sua antiga dona fazia quando estava costurando.
A filha da antiga dona estava tomando banho, quando do nada o espelho começou a sangrar e a moça morreu de susto.
A boneca e a máquina de costura ainda estão lá a solta, costurando...



O castelo mal assombrado - Débora Macêdo Borges - ( 9 anos )

Era uma vez um rei e sua mulher, eles já eram idosos e estavam doentes. A rainha já estava de cama e acabou falecendo, o rei ficou tão triste que se matou.
O castelo, 10 anos após a morte do rei e da rainha, começou a ficar mal assombrado. Os turistas entravam e ouviam a voz do rei, nunca mais ninguém colocou os pés lá dentro.
Até que muitos anpos depois, um casal e a mãe do homem foram morar lá. Asenhora era costureira e um mês depois deles irem morar lá morreu.
Depois da morte dela começaram a ouvir  máquina de costura dela funcionando.
O casal não se assustou e ficou lá vendo assombração. Muitos anos depois o casal morreu e ficou a ssombração deles.
Um dia, algumas crianças voltavam da escola e iam brincar lá no castelo assombrado. A engraçadinha da turma falava:
_ Ah! Isso não existe,  ha, ha, ha, fantasmas!!!
Ela sozinha foi lá e o fantasma pegou ela.
A lgumas crianças riram dela:
_ Ah! Eu te avisei...
Mas algumas gostavam dela  e choraram no seu enterro.
E nunca mais ninguém ouviu falar daquele castelo.
FIM.


As lendas - Nicolas Aparecido Ferraz de Souza ( 10 anos)

Era um menino chamado Vitor. Ele queria fazer um pacto com o Diabo, mas algo deu muito mal, ele não pode fazer. Ele queria ser inteligente nos tempos de escola.
No interior do Mato Grosso Do Sul, uma lenda muito popular era a de Carolina, que quando invocada revelava segredos e acontecimentos futuros. Para invocá-la era preciso que estivesse  sozinho em um banheiro com as luzes apagadas, então ao abrir a torneira deixando a água correr lentamente, com os olhos fixos no espelho, bastava dizer Carolina três vezes que a imagem de uma moça se formaria no espelho. Ela responderia qualquer pergunta e para que fosse embora era só molhar as mãos na água e jogar água no espelho.
A lenda era bastante popular mas quase ninguém tinha coragem de ficar sozinho no banheiro...



Uma história de medo - Ana Carolina Arnold (10 anos)

Uma casa de uma rua era bonita. Pessoas passavam em frente a casa e falavam que ela era bonita e devia ser cheia de amor. Mas eles não sabiam o que acontecia lá dentro da casa que tinha coisas velhas e bem antigas.
Tinha gente que falava que a casa era assombrada pelo espirito da costureira que morava lá e morreu. Os parentes dessa mulher venderam a casa e bem perto de lá tinha uma floresta, muitas pessoas morreram nessa floresta e quem morria lá era pendurado de ponta cabeça pelo espirito da costureira nas maiores árvores.
A casa era de madeira e tinha frestas na parede, e a casa não era murada. As pessoas batiam na porta para ver se tinha alguém morando lá, mas quem batia era jogado em um lago bem fundo pelo espirito da costureira.
Quem era jogado no lago pedia socorro mas ninguém escutava, o tempo parava e eles se afogavam.
Logo depois que as pessoas se afogavam elas viravam zumbis que se retorciam com as cabeças para trás. Um braço pra frente e o outro pra trás, as pernas bem esticadas e os pés virados.
Os Zumbis invadiram a cidade, isso aconteceu a noite e de dia asa pessoas que sobreviveram sairam da cidade.
Aí mesmo que a cidade ficou muito mais assombrada.
Morcegos nas árvores, calçados invísiveis fazendo barulho nas calçadas, mas ninguém mais ia na cidade, por que todos eles estavam com medo.
FIM.



 O grito da Bruxa - Jamile Salvatini Fakir (10 anos)

Dizem que havia uma mulher que enrolava os seus cabelos nos dedos das criancinhas, e o cabelo ia tirando as forças dos pezinhos das crianças.
Mas para se vingar uma bruxa tacou uma máquina de costura na cabeça da mulher má, e de felicidade que ela havia morrido a bruxa gritou assombrando os moradores das Ruinas De São Miguel.
Uma mulher assombrada que ouviu os gritos da bruxa mudou-se para cá no Mato Grosso Do Sul, e quando estava em sua casa nova ouviu uma batida no vidro de sua janela. Ela se assustou com as batidas misteriosas e achou que era o cádaver do marido da mulher má ( o já conhecido pelos moradores dali fantasma do japonês sem cabeça).
Mas para sua surpresa quando ela foi ver era apenas um pica-pau!!!

Blog fresta - Relatório de Encontro


 Sexta-feira 21/09/2012
Começamos nosso encontro conversando sobre as estatísticas de visitantes do blog. Ficamos muito empolgados ao constatarmos que esse  espaço que criamos e desenvolvemos com muito afeto já foi visto por pessoas de lugares muito distantes do Brasil e do mundo.
Saber disso despertou a nossa curiosidade, em um instante nossa sala de aula encheu-se de eletricidade e questionamentos: "Onde fica a Lituânia?", " Como o pessoal da Russia soube de nós?", "Tem Rei no Reino Unido?", Será que os alemães gostaram dos nossos desenhos?" "E os textos que escrevemos agradaram os americanos?" "Será que uma menina de sari colorido lá na India sentou na frente de seu monitor e enxergou um pouquinho do nosso mundo por essa fresta?"...
Resolvemos então fazermos uma reportagem sobre cada um desses lugares, decidimos então pesquisarmos aspectos diversos como a literatura, a musica, o turismo, a historia, a politica, as artes e tudo o mais que acharmos interessantes. Nos dividimos em equipes e cada grupo se comprometeu a descobrir informações sobre um país de origem dos nossos visitantes ( Estados Unidos, Russia, Lituânia, Reino Unido, Alemanha e India ). Depois disso cada equipe recebeu uma revista para dar uma olhada e observar como as reportagens são feitas, que linguagem usa, como as imagens ilustram e complementam os textos. Cada equipe escolheu um trecho de reportagem que achou interessante para ler aos colegas e conversarmos sobre como as idéias e informações são transmitidas em um texto jornalístico. É claro que essa observação irá nos dar alguma referência de escrita mas já adianto que nossas reportagens terão a nossa visão e o nosso jeito, espero que vocês gostem.
 Agora é só esperar nós concluirmos a etapa de pesquisa para você leitor poder conferir nossas reportagens sobre esses lugares todos.

Abraço bem grande da galera do quinto ano B!!!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Desenhos leitura e natureza - Emyli ( 10 anos)




Rede da leitura - Ana Carolina Arnold (10 anos)


O jeito que eu sou - Debora (9 anos)

O meu nome é Débora, eu tenho 9 anos, os meus colegas dizem que eu sou durona, que eu falo tudo o que eu penso, que eu não levo desaforo pra casa, mas ao mesmo tempo dizem que sou bem humorada.
Eu gosto de cantar, mesmo não cantando bem, e de tocar teclado.
As novelas que eu mais gosto são Rebeldes Brasil e Carrossel, os esportes que mais gosto são basquete, natação e volei. A atriz que mais gosto é a Lua Blanco ( Roberta- Rebeldes Brasil).
Eu amo a escola e o meu professor, ele é muito legal e engraçado.
Eu agradeço a você visitante do nosso blog que dedica alguns minutos do seu tempo a este espaço educacional. VALEU!!!

Debora Macêdo Borges

sábado, 15 de setembro de 2012

M- Vitor Eduardo ( 11 anos )

SSSHHH!

Pediram explicações a Deus e Deus decidiu
falar.
E Deus fez "SSSHHH!".
E todas as turbinas pararam.
E os Tornos.
E as grandes prensas e os geradores.
E o rumor das cataratas.
E o mar também silenciou.
E ouviu o Senhor que era bom.
E de novo fez "SSSHHH!".
E os ventos não assoviaram mais.
E as grandes manadas, temerosas de Deus,
Interrromperam seu tropel.
E os elefantes pisaram nas pontas dos pés.
E as baleias se aquietaram.
E as locomotivas.
E os tenores e as sopranos.
E tudo que no mundo é estriduloso silenciou.
E os pistões.
E as sinfônicas.
E os conjuntos de roque
leves e pesados.
E as buzinas.
E as descargas.
E os pregões da Bolsa.
E ouviu o Senhorque era bom.
Mas ainda não era o bastante.
E de novo fez "SSSHHH!".
e também os córregos silenciaram.
E os camelôs.
E os passarinhos.
E os homens.
E, a contragosto, as mulheres.
As fontes.
Os talheres nos pratos.
As xícaras nos pires.
As barrigas.
Os bebês.
E houve o silêncio completo.
Nem um murmúrio.
Nem um "Ai".
Nem um espirro.
Nem uma risadinha.
E ouviu o Senhor que era perfeito.
E, no grnade silêncio, Deus limpou a garganta
para explicar os seus desígnios. E por que
havia fome, e guerras, e terremotos, e enchentes,
e quem não tinha que morrer morria.
E preparou-se para falar.
E...
"Cric".
Um grilo.
"SSSHHH!", rugiu o Senhor.
"Cric", fez o grilo.
E "cric" de novo.
( Querendo dizer, certamente,
que a vida continua,
que não há tempo
para ficar aí remoendo e rerremoendo as coisa.
Ou, então,
simplesmente, "cric".)
E ninguém encontrava o Grilo.
E os bebês começaram a chorar
E as mães a ralhar.
E os passarinhos a cantar
E os camelôs.
E as buzinas.
Descargas.
Guitarras elétricas.
Sinfônicas.
Elefantes.
Cataratas.
Geradores.
Prensas Hidráulicas.
Turbinas a jato.
Vulcões.
Trovões.
E por cima da cacofonia do mundo Deus fez
para seus inquisitores um sinal com mímica
que queria dizer: " Agora não dá, me procurem
no fim que eu explico tudo!".

VERISSIMO, Luis Fernando. Poesia numa hora dessas?! Ed.Objetiva. Rio De Janeiro. 2002.

Hein?!?

Tentei dizer quanto te amava, aquela vez, baixinho,
mas havia um grande berreiro, um enorme burburinho
e, pensando bem, um berçário não é o melhor lugar.
Nós dois de fraldas, lado a lado
cada um recém chegado.

Tentei de novo, lembro bem , na escola.
Com um PS num pedido de cola
interceptado pela professora feito gavião.
Eu fui parar na diretoria
enquanto você, desalmada, ria
- curta é a vida, longa é a paixão.

Numa festinha, ah, suas festinhas, disse tudo:
" Te adoro, te venero, na tua frente fico mudo."
E você tomando goles de um silencioso Hi-Fi.
Só mais tarde eu atinei:
cheio de cuba e amor, me enganei.
Tinha dito tudo para o senhor seu pai.

Gravei, em vinte árvores, quarenta corações.
O teu nome e o meu, flechas, palpitações.
No mal-me quer, bem-me-quer, dizimei jardins.
Resultado: sou pessoa pouco grata
corrido aos gritos de "Mata!"
por ambientalistas e afins.

Recorri, desesperado, a um gesto obsoleto:
"Se não me seguram, faço um soneto!"
E não é que fiz, e até com boas rimas?
Mas você nem ficou sabendo.
Ele continua inédito, por você plangendo
- Mas fui premiado num concurso em Minas.

Comecei a escrever, com Pincel e Piche
em muros brancos, o asseio que se lixe,
todo o meu amor para a sua ciência.
Fui preso aos socos e fichado.
Dias e mais dias interrogado.
Era PC, PC do B ou outra dissidência?

Te escrevi com lágrimas, suor e mel
( você devia ver o estado do papel)
uma carta longa, linda e passional.
Como resposta nem uma cartinha.
Nem um cartão, nem uma linha!
Vá se confiar no correio nacional...

Com uma serenata, sim, uma serenata
como as do tempo da "Cabocla ingrata"
me declararia, respeitando a métrica.
Ardor, tenor, calçada enluarada
havia tudo sobre a sua sacada
menos tomada pra guitarra elétrica.

Decidi, então, botar a maior banca
e escrever no céu com fumaça branca:
" Te amo, assinado..." e meu nome bem legível.
Já tinha avião, coragem brevê
tudo para impressionar você...
Veio a crise do petróleo e faltou o combustível.

Ontem finalmente cheguei ao seu ouvido
e, na discoteca, em meio ao alarido
despejei o meu pobre coração.
Falei da devoção há anos entalada
e você disse: " Com essa Música não escuto nada!"
Curta é a vida, longa é a paixão.

Na velhice, num asilo, lado a lado
em meio a um silêncio abençoado
te direi tudo o que eu queria, meu bem.
Meu único medo é que então
empinando a orelha com a mão
você me responda... "Hein?"

VERISSIMO, Luis Fernando. Poesia numa hora dessas?! Ed.Objetiva. Rio De Janeiro. 2002.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A borboleta Marieta e o Beija-flor Zeca Trombeta, um amor de romance

A borboleta Marieta quase não saia de casa e nunca voava.

A borboleta Marieta não tinha amigos
 e vivia muito tristinha,
com as asas abaixadas,
sempre sozinha.
Por isso, a borboleta Marieta
as vezes ficava cinza,
outras horas ficava preta.

Raras foram as vezes que a borboleta Marieta ficou cor-de-rosa,
azul bebê,
amarelo claro...

Era mais fácil ela aparecer vermelha de raiva...

...Ou roxa de aflição!

Mas de verdade ela era transparente.

Num daqueles dias cinzentos, a borboleta Marieta,
tão encolhida de tristeza,
viu passar, num vôo raso, um beija-flor.

O beija-flor Zeca Trombeta
era meio cegueta.
Assim sem óculos, lá de cima,
ele achou que a borboleta Marieta
era uma flor cinzenta.

Para surpresa de Marieta,
o beija-flor Zeca Trombeta
deu de fazer vôos estranhos e cada pirueta!
A cada movimento, Marieta, sem perceber
mudava de cor,
até ficar branca de pavor!

Primeiro voar, depois beijar.
Zeca Trombeta só pensaa em namorar...

Num bailado complicado
e já muito ensaiado,
Zeca Trombeta baixou
e na borboleta Marieta, assustada,
um beijo pespegou.

A borboleta Marieta encantada,
Fez-se de todas as cores para o namorado e, emocionada
voou.

Não adiantava mesmo dizer para Zeca Trombeta
que Marieta era uma borboleta.
Ele sempre achou que ela era uma flor.
Ah! Nada como o amor...

Shiller, Cláudia. A borboleta Marieta e o beija-flor Zeca Trombeta, um amor de romance. Ed. Difel. São Paulo. 1986

Amor e terror em verso e prosa - Relatório de encontro


Sexta-feira, 14 de setembro de 2012, hoje nos reunimos depois de duas semanas de saudades. Na sexta-feira 31 de agosto tivemos uma festa para nos despedirmos das estudantes de pedagogia que vieram a nossa sala para estagiar, e na sexta seguinte foi feriado por isso já estávamos todos esperando com carinho a hora de nos reencontrarmos para conversar, ler, desenhar e brincar. No período que ficamos sem nos reunir, vario participantes fizeram desenhos lindos que iremos postando para  você que visita esse nosso espaço.
Hoje, conversamos sobre o fato de que há muitas formas de se contar uma história. Pode ser em forma de imagens, música, documentos, notícias, em uma conversa, em verso e prosa...
 E para exemplificar lemos duas histórias de amor contadas em versos rimados. Uma tinha um final feliz daqueles que alegram o dia da gente, a outra se pensar bem nem chegava a ter um final, ficava o pobre do apaixonado esperando com medo de tudo insistir em dar errado. Você pode ler essas histórias nas postagens “A borboleta Marieta e o beija-flor ZecaTrombeta, um amor de romance” (SCHILLER, Cláudia. A borboleta Marieta e o beija-flor ZecaTrombeta, uma amor de romance Ed. Difel. São Paulo. 1986) e "Hein?!?" ( VERISSIMO, Luis Fernando. Poesia numa hora dessas?! Ed.Objetiva. Rio De Janeiro. 2002. ).
Precisamos contar que “Hein?!?” é um título que demos a postagem aqui do blog, que o Luis Fernando Veríssimo resolveu que ia deixar o Poema/história de amor dele sem título mesmo. E pode? Foi a dúvida que surgiu e nós conversamos e concluímos que pode sim.Achamos  que a arte diz respeito aos sentimentos, a linguagem e a criatividade. Pareceu-nos que esses são melhores quando livres e espontâneos. A arte seja qual for a linguagem que assuma não deve ficar presa em regras. Então se o artista quiser pode deixar a sua obra sem titulo e quem quiser  pode até dar um nome ou apelido a ela.
Depois que lemos as historias resolvemos que iríamos escrever também uma história em verso. Fizemos a história juntos, cada um acrescentando uma idéia, uma rima, um jeito de colocar as palavras como uma brincadeira de quebra-cabeça. Foi muito divertido e a história ficou muito boa. Mas, nossa história em verso não é de amor, é de terror. Você pode ir lá na postagem “Os mortos” para conferir.  A Thaís e a Ana Lires se animaram e também escreveram “ Cadê o meu caixão?”, uma história de dar medo.
Todos estavam com vontade de saber um pouquinho mais sobre as peripécias do Fernando, o personagem do livro “O menino do espelho” do Fernando Sabino, por isso decidimos deixar um tempinho todas as sextas para lermos um capitulo dessa obra.
Depois nós fomos brincar na pracinha ao lado da escola, e como tinham alguns interessados no Livro “Poesia numa hora dessas?!” , lemos juntos o Poema  “SSSHHH!” enquanto os outros brincavam ou jogavam futebol. Como aqueles de nós que leram o poema achou muito legal resolvemos postar aqui na Sexta da leitura também, assim tanto você, querido visitante, quanto nossos colegas que estavam brincando poderão conhecer se quiserem essa interessante história de quando Deus tentou esclarecer as coisas todas...

 E foi assim nossa reunião de hoje, esperamos que você que tem nos acompanhado estejam gostando tanto do blog quanto estamos gostando dos nossos encontros!

Até o próximo relatório!

Abração  gigante da galera do quinto ano B!

Flor de ir embora



Flor de ir embora (Fátima Guedes)
Ilustração: Wilson ( 10 anos) e Ana Carolina (10 anos ) 

Flor de ir embora. 
É uma flor que se alimenta do que a gente chora.
Rompe a terra decidida.
Flor do meu desejo.
De correr o mundo afora.

Flor de sentimento.
Amadurecendo aos poucos a minha partida.
 Quando a flor abrir inteira.
 Muda a minha vida.
           
Esperei o tempo certo.
E lá vou eu.
  
E lá vou eu.
            
Flor de ir embora.
 Agora esse mundo é meu.



Buldog Invocado - Gabriel (11 anos )

Casa - Nicolas (10 anos )

Cadê o meu caixão?

Em uma noite terrível uma senhora estranha de preto está na beira da morte. Veio uma garotinha gritando "Você vai morrer..." e assuta a velha senhora que morre.
Ela vai parar no cemitério. Lá havia muitos mortos saindo dos túmulos a velha recém morta vai até os mortos e diz: " Cadê o meu caixão?"
" Está ao nosso lado." Respondem os mortos.
Então a senhora se deita no caixão, aí vem o final...
Isso era um simples sonho da velhinha que cochilava!

Thaís (12 anos) e Ana Lires (11 anos)

Os mortos

Em uma noite nublada, terrível...
Em uma cidade estranha
as pessoas viam coisas sobrenaturais, horrível...
O cemitério muito antigo tinha teias de aranha.

Os mortos levantaram das tumbas
e dançaram animados ao som de Thriller
Quando passavam  pelas ruas
os loucos do hospício e as pesoas das janelas foram ver.

Toda gente saiu de suas casas para dançar.
E até que os mortos dançavam bem
Aposto que eles poderiam até cantar
E nós, os vivos, daríamos os Parabéns!


Texto coletivo produzido pelos alunos do quinto ano vespertino da Escola Municipal Professora Irma De Lima Matos  (Maracaju - Mato Grosso do Sul)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Se cada dia cai - Pablo Neruda

Se cada dia cai - Pablo Neruda
Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.